Uma Visão Cristã da Homossexualidade

Uma Visão Cristã da Homossexualidade

10 COISAS QUE TODOS DEVEM SABER

Glenn Stanton tem trabalhado muito na chamada “guerra cultural” em torno da homossexualidade e do casamento homossexual há cerca de duas décadas. Seu comprometimento com a visão cristã sobre sexualidade quanto o de envolver a questão em um debate civilizado e animado é profundo. No entanto, para debater a questão de forma séria e verdadeira, deve-se buscar uma imagem honesta do que os “oponentes” realmente acreditam – trabalhar a partir do que se pensa que os cristãos acreditam não é útil nem respeitoso, é preciso saber o que realmente pensam.

Embora existam pessoas de muitas crenças e convicções diversas – incluindo gays e lésbicas – que se opõem ao casamento do mesmo sexo, aqui estão 10 verdades fundamentais que informam a crença cristã ortodoxa tradicional.

Homossexualidade: Sobre a Visão e Aceitação

Clique na imagem e leia tambem: Homossexualidade: Sobre a Visao e Aceitacao

Todos os humanos são simultaneamente pecadores e amados

Todas as pessoas, independentemente de sua história, são profunda e incondicionalmente amadas por Deus, cada uma criada com profunda dignidade e valor, não uma mais do que a outra. Isso é mais do que um mero discurso religioso feliz – é verdade se alguém é gay, hetero ou não. Mas, todas as pessoas também são atingidas por uma doença terminal: o pecado. Todos. Sem exceções e no mesmo grau. Nosso pecado exige nosso arrependimento e precisa de perdão, e o amor e a graça de Deus estão onde encontramos ambos. Este é o cristianismo básico e o grande equalizador de todas as pessoas.

Jesus não ficou em silencio sobre a homossexualidade

Alguns afirmam que Jesus nunca disse nada sobre homossexualidade e, portanto, é neutro sobre o assunto. Não é verdade. Jesus foi inequívoco ao dizer que para entender o casamento e a união sexual é preciso voltar ao início e ver como Deus criou a humanidade e para que fim. (Veja Mateus 19 e Marcos 10.) Jesus apresenta a história da criação em Gênesis não como uma estranha lição da escola dominical, mas como autoridade – nos lembrando que Deus criou cada um de nós, homem e mulher, um para o outro. E a união sexual que Deus criou e ordena é para que marido e mulher se unam fisicamente, numa só carne.

Só existe uma opção

Tanto Jesus como todas as escrituras não aprovam nenhuma outra união sexual senão aquela entre marido e mulher. Este é o ensinamento histórico incontestável do Judaísmo e do Cristianismo, e não é algo que o verdadeiro Cristianismo seja livre para se ajustar com os tempos. Sim, concubinas e várias esposas são encontradas na Bíblia, mas isso não as torna “bíblicas”. Na verdade, eles violam a narrativa de Gênesis que Cristo nos aponta.

Macho e fêmea completam a imagem de Deus na terra

Não é apenas o mero “tradicionalismo” que torna o casamento com sexo distinto a norma para os cristãos. É uma graça comum que Deus concedeu a todos os povos em todos os tempos que está enraizada em razões teológicas mais profundas. O primeiro capítulo das escrituras judaicas e cristãs nos diz que a humanidade foi criada de maneira única para mostrar a imagem de Deus no mundo – para tornar visível o invisível. Deus faz isso não apenas na humanidade genérica e andrógina, mas por meio de dois tipos de humanos muito semelhantes, mas distintos: homem e mulher. Eles são universais humanos, não construções culturais.

Quando Deus disse que “não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18), Ele não estava lamentando que Adão não tivesse um amigo ou estivesse apenas sozinho. Ele estava dizendo que o homem não poderia realmente se conhecer como homem sem um “outro” humano que igualmente compartilhasse sua humanidade, mas fosse significativamente distinto em cada pedaço de seu DNA. O mesmo é aplicável a Eva, por Adão. Os taoístas entendem isso porque o Yin não pode ser Yin sem seu Yang correspondente e contrastante. Tanto na crença judaica quanto na cristã, tanto o homem quanto a mulher se tornam totalmente humanos em sua correspondência e contraste um com o outro. Isso não acontece apenas no casamento, mas acontece de maneira mais profunda e misteriosa no casamento.

Sexo é realmente sobre procriação

É uma ideia nova e culturalmente peculiar que a sexualidade humana tem tudo a ver com intimidade e prazer, mas não necessariamente com “fazer bebês”. Os bebês e a reprodução são importantes. E, claro, embora nem todo envolvimento sexual homem / mulher esteja próximo ao fim da procriação – intimidade e prazer também são importantes – tem sido a norma e o desejo irresistíveis em quase todos os relacionamentos conjugais ao longo do tempo. O facto de alguns casais serem inférteis por idade ou incapacidade não diminui nem desafia essa realidade. A infertilidade é a grande exceção para casais homem / mulher. É o facto de uniões do mesmo sexo, não gerarem bebês torna isto num beco sem saída humano. A união heterossexual alcança e cria a próxima geração. Estabelecer um relacionamento sexual sem qualquer interesse ou abertura para procriação é contrário à intenção de Deus para tais relacionamentos.

As crianças têm direito a uma mãe e a um pai

Cada pessoa já nascida pode rastrear sua origem até uma mãe e um pai. Não há exceções, incluindo aquelas produzidas artificialmente. Esta foi à primeira ordem que Deus deu aos dois primeiros humanos: que se unissem e gerassem as gerações vindouras de novos portadores da imagem divina. Quase todas as culturas em todos os lugares do mundo em todos os tempos históricos consideram fundamental que todas as crianças sejam amadas e criadas por uma mãe e um pai. A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança reconhece a mãe e o pai como um direito básico de toda criança.

A atração pelo mesmo sexo não é pecado

Ser humano é ter uma sexualidade desordenada. Eu faço, Você faz …, enfim (quase) Todo mundo faz. Todos nós temos algum tipo de impulso sexual que nos move em desobedecer ao desígnio de Deus para a sexualidade. Mas, embora a tentação seja universal, é diferente do pecado. A Escritura nos diz que Jesus foi tentado de todas as maneiras, como nós, mas não pecou (ver Hebreus 4:15). Pecado sexual é ceder a esse desejo na mente ou no corpo, seja com alguém do mesmo sexo ou de sexo diferente (se não forem casados). O discípulo cristão fiel não pode evitar a tentação, mas se esforça para resistir e dominá-la com a ajuda de Deus. Fazer isso não é pecado, mas obediência e dependência de Cristo.

Muitos são realmente atraídos pelo mesmo sexo, mas vivem obedientemente dentro de uma ética sexual cristã. Pode ser difícil, pois tambem é para heterossexuais que precisam viver em celibato. O cristianismo exige que cada um de nós subjugue seus desejos sexuais (e muitos outros) ao nosso compromisso de fé – e incontáveis ​​crentes atraídos pelo mesmo sexo o fazem de boa vontade e com alegria.

A intimidade sexual não é um direito

Todo cristão tem limitações colocadas em sua sexualidade. Para os cristãos casados, é exclusivo do cônjuge – nem homem e nem mulher podem ter uma relação extraconjugal; Para cristãos solteiros, noivos e divorciados, é abstinência – não existem excepções – sexo só depois do casamento. Será injusto que tantos sejam forçados a uma vida que não podem conhecer as maravilhas e a beleza da intimidade física só porque o casamento não é uma opção para eles? Será justo para um cristão ficar preso a um casamento sem amor? Os cristãos há muito entenderam que a justiça não é realmente a questão. Sexo não é um direito, mas um presente – e o doador sabe o que é melhor para todos nós.

Reescrever as regras de Deus nunca é uma opção

Uma das marcas do cristão é o desejo de ser obediente aos ensinamentos de Cristo. Certamente, a maioria de nós gostaria de reescrever as escrituras para tornar a vida mais fácil. Glenn mudaria onde Cristo diz que luxúria é o mesmo que praticar a ação. O Cristianismo é uma fé exigente. As escrituras nos definem e mudam, não o contrário. Uma ética sexual bíblica não muda, de facto não pode mudar com o tempo.

As pessoas são mais do que sua sexualidade

Identificar as pessoas por sua sexualidade é reduzi-las à sua sexualidade. Cada indivíduo é muito mais do que apenas sexualidade. O valor inerente e inegável de uma pessoa está enraizado em sua pertença à humanidade, não em sua particularidade, sexual ou não. Defender a extensão de direitos a alguém com base em desejos, relacionamentos e comportamentos específicos e ocasionalmente mutáveis ​​- por mais importantes que sejam para o indivíduo – é na verdade uma violação do princípio dos direitos humanos universais. Para o Cristianismo não seria diferente. Vejam o que disse Jesus quando questionado sobre os mandamentos da lei de Deus – Mateus 22: 36-40 – Veja: 36. Mestre qual é o grande mandamento da lei? 37; Disse-lhe Jesus: Amará o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento; 38. Este é o primeiro e grande mandamento; 39. E o segundo é semelhante: Amarás o teu próximo como a ti mesmo; 40. Destes dos mandamentos dependem toda a lei e os profetas. Nestas passagens bíblicas podemos, claramente, notar que não foi dada autoridade ao ser humano para descriminar o outro, muito pelo contrário, a ordem foi para que nos amassemos – amar ao outro tal como a nós mesmos.

Não é a sexualidade que difine um ser humano. Diante dos olhos de Deus todos são iguais, independente da orientação sexual.

Partilhe nosso conteudo

Sobre o Autor

Aconchego Conselheiro

Aconchego Conselheiro é uma plataforma segura e de fácil acesso concebida exclusivamente para promoção do bem-estar das pessoas, igualdade de género, e para eradicar a exclusão social, pobreza, injustiça e discriminação contribuindo para o equilíbrio e justeza das sociedades.