O Orgasmo Feminino

O Orgasmo Feminino

Não é segredo para ninguém que o tema não é estudado na escola, e não faz parte das lições de Biologia, daí a importância de mulheres e homens buscarem saber e falar mais sobre ele.

A História do Orgasmo Femenino

Não se sabe ao certo quando iniciou a discussão sobre o orgasmo femenino, mas podemos dizer que ele foi descoberto há muito muito tempo. Os primeiros documentos sobre o interesse pela função sexual feminina datam de 400 anos A.C. e foram escritos por Hippocrates. Mas, documentos e estudos sobre o clítoris foi, apenas, no século XVI, quando os anatomistas Realdo Colombo e Gabriele Falloppio reivindicam a sua descoberta.

Na idade média já era conhecido e falava se bastante sobre o orgasmo femenino, pois eles acreditavam que essa era a condição principal para a mulher engravidar. Embora fosse um pensamento errado, isso levou a que os homens dessa época fossem bem mais atenciosos com suas mulheres na hora do sexo, para que elas chegassem ao orgasmo.

Mais tarde, no Reino Unido, o médico Pierre Briquet, que dedicava parte do seu tempo em estudos sobre o orgasmo femenino, afirmou que um quarto das mulheres sofria de “histeria”, e os sintomas incluíam desejo sexual e “lubrificação vaginal excessiva”. O que deixou os habitantes da sua região, reprimidos e transformaram a sexualidade feminina normal numa condição médica e o tratamento prescrito era a massagem pélvica – Tendo surgido, assim, os primeiros vibradores, para o tratamento da “histeria” das mulheres com orgasmos. É importante dizer que os vibradores dessa época não eram nada sensuais, para além de serem bastante barrulhentos. O único ponto positivo é que esses vibradores deram origem aos vibradores dos dias de hoje.

Na década 40, iniciou uma discussão mais aberta sobre a sexualidade femenina, dando mais infoque aos relatórios de Kinsey que eram sucesso de literatura, com os icónicos inquéritos de Alfred Kinsey que revelavam que quase metade das mulheres teve o seu primeiro orgasmo através da masturbação. Mas o conceito de “histeria” só foi abandonado em 1952, quando a Associação Americana de Psiquiatria denominou o Orgasmo como “sintoma normal e saudável”.

Com a eliminação das barreiras sociais, estavam abertas as portas para que o estudo sobre o orgasmo da mulher fosse considerado aceitavel, assim, em 1957 a Masters e Johnson iniciaram a primeira investigação médico-científica sobre o orgasmo feminino, com estudos inovadores que revelariam como e porque as mulheres tinham orgasmos.

Nos dias de hoje, ainda se dá menos atenção ao orgasmo femenino em relação ao masculino, o que leva-nos a crer que seja o facto de ainda estarmos numa sociedade o tanto o quanto “maxista”. Isto deve remeter-nos a falar mais abertamente sobre o tema, pois hoje em dia se sabe que o orgasmo femenino é tão natural quanto o orgasmo masculino. É preciso que todos nós, homens e mulheres, falemos abertamente, sem receios e nem constrangimentos, para que possamos levar à consciência pública e alcançarmos a igualdade merecida.

O orgasmo é o objectivo máximo da relação sexual

Atingir o orgasmo depende de vários factores, como a disponibilidade física e psíquica, e da excitação. Sabemos que com a automasturbação se consegue chegar ao orgasmo, o que significa que a técnica e muito importante para atingi-lo.

Surpreendentemente, um inquérito recente revela que mais de dois terços das mulheres não atinge o orgasmo quando têm relações sexuais, mas estão satisfeitas com a sua vida sexual que têm. O que se notou é que algumas destas desconhecem o facto, mas as que conhecem conseguem chegar ao climax por meio da masturbação pessoal ou feita pelo parceiro. Na verdade são poucos os casos em que a mulher chega ao climax apenas com penetração sem que se observem os preliminares, as carícias e atenção às zonas herogéneas.

Como ter o primeiro orgasmo

Se nunca teve um orgasmo não fique desesperada, aqui daremos as dicas para que saiba como ter o seu primeiro orgasmo. Primeiro precisa analisar o que pode estar a impedir de ter um orgasmo. Isso pode partir de algum tipo de insegurança, problemas de intimidade, até efeitos de medicamentos que impactam a libido. (Se você está lidando com algum tipo de trauma sexual, ou sente alguma dor física, converse com um médico ou terapeuta).

Existem regiões no nosso corpo que quando tocadas dão-nos prazer. Note que mesmo ainda em criança, meninas e meninos sentem prazer quando se tocam em determinadas regiões do corpo. Você pode aprender muito sobre seu corpo se o explorar com mais atenção. Se nunca atingiu o orgasmo, comece por se conhecer a sí própria. Use uma parte do seu tempo para tocar-se e perceber o que acontece consigo emocional, mental e fisicamente.

Não se foque em ir directo ao ponto. Explore diferentes partes do seu corpo com as suas mãos, ou se preferir com o seu parceiro. Crie as condições corretas para sentir e ter excitação física e mental.

Explore as regiões próximas do seu clitóris

Ao explorar as regiões em volta do clítoris irá descobrir que estímulos nessa região se adequam mais a sí. Várias pesquisas mostram que a maioria das mulheres sente mais prazer com a estimulação indireta do clitóris. Estimular essa área, bem como a parte de cima ou ao redor da glande do clitóris pode ser mais prazeroso para a maioria das mulheres. Mas existe uma boa parte que responde ao estimulo no ponto G ou mesmo com a estimulação da vagina – Escute seu corpo, ele dará as respostas certas. Enquanto você explora, repare o que funciona e o que não. Praticar faz com que se aprendam as formas e se alcançe bons resultados.

Quando estiver pronta para tentar um orgasmo com o seu parceiro, vocês vão querer descobrir como funciona. Seu parceiro pode ser apto para ajudar, e até fazer com que sinta novas sensações mas, cabe a você saber a que estímulos você responde melhor e demonstrar isso durante esse momento.

Evite estar anciosa

A ansiedade geralmente tem envolvimento com a incapacidade para o orgasmo – mesmo se for um problema físico, o estresse para atingir o orgasmo só vai dificultar ainda mais o processo. Entenda a ansiedade que envolve esse momento e o que isso está desencadear. Está preocupada em não ser boa o suficiente na cama? Acha que será egoísta? Pensa que para atingir o orgasmo vai demorar muito? Repense essa ansiedade. A sua excitação precisa ser maior que a ansiedade.

Se for muito difícil refletir sobre isso, procurar um terapeuta pode ajudar a chegar à raiz do problema.

Quando conseguir atingir o prazer sozinha partilhe o feito com seu parceiro. Se não for uma conversa fora da cama, use estratégias verbais curtas (como “mais forte” ou “mais rápido”), dê pistas físicas, como gemidos, ou arquear as suas costas, ou contrair e esticar os dedos das mãos ou pés – O Importante e comunicar seus desejos, ao parceiro para que ele perceba que está a proporcionar-lhe prazer.

Pare de tentar ter um orgasmo a todo custo

Quanto mais você está focada para que ele aconteça, menor a probabilidade disso acontecer. Então tente relaxar e eliminar a ideia “tenho que ter um orgamo” da sua lista de metas. Isso é fácil de dizer, mas se puder praticar, isso permitirá que você se concentre na sensação e se divirta mais. Estresse por não ter orgasmo não vai te ajudar a ter um, pode estar certa disso, a solução é relaxar e deixar-se levar pelos prazeres que o momento lhe proporciona e o orgasmo virá naturalmente.

Você tem que ser fiel aos seus valores a respeito do sexo, desde a maneira como gosta de ser tocada (estimulação interna e externa) até defender o tipo de sexo que você quer ter. Por exemplo, se o seu valor sexual é fazer sexo com um parceiro que você ame e que te ame também, pode ser mais difícil atingir o orgasmo em sexo casual.

Sinais dados pelo corpo feminino na hora do orgasmo

Especialistas apontam comportamentos corporais característicos das mulheres quando estão quase no climax.

Coração acelerado e um explosivo pico de prazer, seguido de um relaxamento involuntário e intenso. As pessoas que se identificaram com a descrição do momento provavelmente já tiveram a oportunidade de chegar ao orgasmo.

Porém, nem todos chegam ao pico do prazer, principalmente as mulheres. De acordo com um estudo publicado no Journal of Sex & Marital Therapy, cerca de 60% da população feminina sofre de anorgasmia, que se trata da dificuldade em chegar ao orgasmo.

Além das diferenças anatômicas que fazem do orgasmo feminino mais complexo de se atingir, em relação ao masculino, existem diversas questões sociais de cobranças e tabus envolvendo a sexualidade feminina que, muitas vezes, as inibem de “gozar”.

Além das que têm dificuldade em chegar ao orgasmo, existem aquelas mulheres que nao sabem distinguir se já o tiveram ou não.

“O corpo reage com uma série de mudanças que progridem até chegar ao orgasmo, então veja os sinais que seu corpo dá quando está lá:

  • Os mamilos ficam mais durinhos;
  • A vagina e o útero vão se contraindo automaticamente;
  • A vagina fica mais lubrificada;
  • A vagina vai se contraindo cada vez mais, até que se chega ao orgasmo;
  • O orgasmo não dura mais que alguns segundos, mas é um pico intenso e inconfundível de prazer;
  • Após o orgasmo, há o relaxamento da vagina, seguido de pequenas contrações involuntárias e uma sensação de relaxamento do corpo.

Qual é a importância de atingir o orgasmo feminino?

É o sonho de qualquer homem ou mulher no acto sexual, por isso, muitas mulheres fingem o orgasmo para o parceiro ficar feliz ou para o acto sexual ser menos demorado, porque se sentem cansadas. Muitos homens procuram perceber se a culpa da mulher não sentir desejo é, de alguma forma, sua e o que podem fazer para ajudar. Existe uma preocupação mútua e de solidariedade em satisfazer o outro. Por isso, paradoxalmente, o facto de a mulher colocar a hipótese de fingir o orgasmo pode trair essa lealdade. Importa lembrar que o fingimento de orgasmo trás frustração para a mulher e bara a possibilidade de o homem esforçar-se para proporcionar prazer que leve ao orgasmo da mulher.

Essa é a principal razão que leva a mulher a fingir o orgasmo?

As causas divergem. Mas deve-se, essencialmente, a quatro razões.

Primeiro – por insegurança em relação ao parceiro. Por recear que este pense que o facto de estar a demorar muito tempo para atingir o orgasmo seja por ela não gostar dele ou que algo não está a correr bem.

Segundo – devido ao cansaço. Por não estar a sentir o prazer desejado a mulher quer que a relação sexual termine rápido.

Terceiro – por dificuldade em conseguir chegar ao orgasmo.

Quarto – por saber que vai sentir dor ou desconforto durante a penetração (dispareunia).

Benefícios do orgasmo para a saúde

O orgasmo melhora o humor, reduz o estresse e isso se traduz num melhor bem-estar físico e psicológico e até, nalguns casos, na melhoria da qualidade do sono, pois beneficia o relaxamento muscular. Além disso, também queima calorias.

Conclusão

A ideia de que o homem está sempre disponível para a actividade sexual, actualmente, não faz mais sentido ainda que os níveis de testosterona (a hormona do desejo) sejam, de facto, mais elevados nos homens do que nas mulheres, o que implica que eles tenham, regra geral, mais desejo sexual. No universo feminino, existe a questão do foco, da concentração no prazer. Tendo em conta que, em média, a mulher precisa de mais tempo para se excitar os períodos de orgasmo variam — 6 a 8 segundos para os homens; e entre 10 e 20 segundos para as mulheres.

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Aconchego Conselheiro

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