Como Lidar Com a Ansiedade, e Onde Encontrar Apoio?

Como Lidar Com a Ansiedade, e Onde Encontrar Apoio?

A história de Enísio (nome fictício), contada na primeira pessoa.

Cerca de cinco anos atrás, eu me sentia uma pessoa livre, criando e fazendo as coisas que queria fazer. Algum tempo depois, dei comigo a lutar contra a solidão. Embora eu tivesse muitos amigos a quem recorrer, muitas vezes sentia que os estava a incomodar. Eu também senti que eles não podiam se relacionar comigo. Estranhamente, via minhas ex-namoradas conheceram homens incríveis, estavam a ficar noivas e outras a casar, meus amigos a formar famílias, mas eu não estava naquela direção, nem sabia como entrar para aquele caminho e só me sentia envergonhado.

Usei o trabalho como minha rota de fuga, me jogando em tudo que fazia. Foi gratificante ajudou a esconder-me daqueles que pensei que estavam a julgar-me. Comecei a sentir-me um pouco melhor até que comecei a internalizar tudo: uma pequena crítica, uma observação sarcástica ou um olhar de desaprovação. Começava a sentir que não conseguia fazer nada certo. Meu coração começou a disparar. Então, eu saía do trabalho em silêncio no meio do dia, corria para o meu carro, entrava, e começava a chorar, enquanto conduzia. Quando acabassem as lágrimas, voltava ao trabalho. E por outras vezes ao sair do trabalho ia ao bar perto de casa e enchia a cara.

Ninguém sabia o que estava acontecer. Nem eu mesmo entendia o que estava acontecer comigo. Nada me deixava feliz. Eu simplesmente me sentia perdido, sozinho e ansioso o tempo todo.

Eu tentei me convencer disso. Tentei ter uma visão positiva da vida. Tentei agradecer. Eu comia bem e me exercitava. Mas nada disso ajudou.

Farto daquilo a solução foi procurar um especialista, um psicólogo. Ela disse que eu sofria , principalmente, de ansiedade e, como era altamente funcional, não precisava de nenhum medicamento. Ela sugeriu uma combinação de psicoterapia e técnicas de coaching de vida para me ajudar a controlar minha ansiedade. Suas estratégias me ajudaram a assumir o controle e a compreender os desafios que precisava enfrentar.

Primeiro Desafio: Foco no presente

Para mim, o futuro era algo que me deixava apavorado, cheio de medo. A maior parte da minha ansiedade vinha de antecipar o que aconteceria em uma semana, um mês ou um ano. Minha psicóloga ensinou-me a praticar o autocontrole, deixando as coisas virem até mim. Foi um grande desafio, porque eu estava acostumado a me esforçar muito para conseguir o que precisava. Mas quando aprendi e pratequei o esperar, isso fez me focar no presente.

Segundo Desafio: Tornar-me maleável

Com ajuda dela, aprendi que precisava me desligar das expectativas, comparações e drama das outras pessoas. Isso era difícil, já que grande parte da minha felicidade vinha de agradar ou competir com os outros. Eu precisava ficar confortável com contratempos, grandes e pequenos, e até mesmo reconhecer quando estava a tomar uma atitude de “tudo ou nada”.

Essas etapas ajudaram a sentir-me mais forte e maleável.

Terceiro Desafio: Aprender a amar a mim mesmo

Avaliei todos os momentos mais difíceis de minha vida e percebi o quanto era capaz de fazer. Mesmo que os outros não tenham reconhecido ou apreciado o que eu fiz, isso não significava que eu não fosse capaz. Esse processo ajudou-me a aprender a valorizar e respeitar-me mais.

A grande lição

Como funionários ou empreendedores, como empregados ou patrões, podemos confundir sofrimento com o pagar nossas dívidas, que é uma medalha de honra ou algo para mais tarde nos orgulharmos. Mas eu não conseguia imaginar o viver o resto da minha vida com altos níveis de ansiedade. Queria viver uma vida plena, estar calmo e presente. Por isso procurei ajuda.

Não estou dizendo que você precisa necesseriamente de terapia – nem todos precisam. Estou aqui para lhe dizer que detestava a maneira como me sentia e fiz algo a esse respeito – procurei um terapeuta. A terapia deu-me as ferramentas de que precisava para controlar minha ansiedade e dúvidas. Em pouco tempo, tornei-me forte o suficiente para lutar por conta própria, abrir um negócio e lidar com os contratempos e rejeições, que são comuns em administração e crescimento.

Quando a ansiedade interfere em como nós desejamos viver nossa vida, devemos procurar ajuda. Às vezes, o estigma social nos impede de dar um passo e buscar apoio. Temos medo de ser julgados ou que as pessoas pensem que temos “problemas”. Mas contratar um terapeuta é como contratar um personal trainer: trata-se de trabalhar para ficar saudável.  

Tal como reservamos tempo para nossa saúde física – devemos fazer o mesmo pela nossa saúde mental. Devemos isso a nós mesmos, aos nossos sonhos, as pessoas que amamos e as demais ao nosso redor. Busque ajuda aqui CONTACTAR ESPECIALISTA

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Sobre o Autor

Aconchego Conselheiro

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